Polícia Civil conclui inquérito sobre tentativa de subtração de recém-nascida em maternidade de Teresina

Investigação aponta planejamento prévio da ação; mulher de 42 anos foi indiciada e permanece presa preventivamente à disposição da Justiça.

Reprodução/Redes Sociais 

A Polícia Civil do Estado do Piauí concluiu o inquérito policial que investigou a tentativa de subtração de uma recém-nascida ocorrida no dia 6 de julho, dentro de uma maternidade em Teresina. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e resultou no indiciamento de uma mulher de 42 anos, identificada pelas iniciais A. D. S. R., pelo crime previsto no artigo 237 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A suspeita permanece presa preventivamente, à disposição da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, a investigada, mesmo estando de folga, entrou na maternidade utilizando o uniforme da unidade hospitalar. Sob o pretexto de conduzir a recém-nascida para a realização de exames, ela convenceu os familiares a entregarem a criança.

Conforme a investigação, logo após receber a bebê, a mulher a escondeu dentro de uma bolsa e tentou deixar o hospital. A ação, no entanto, foi frustrada graças à atenção da tia da recém-nascida, que percebeu a movimentação suspeita, localizou a criança e impediu que ela fosse levada.

Durante a apuração, os policiais colheram depoimentos de testemunhas, analisaram imagens do sistema de videomonitoramento da maternidade, realizaram diligências e reuniram provas técnicas e documentais que ajudaram a esclarecer a dinâmica dos fatos.

Na residência da investigada, foram encontrados objetos e um ambiente preparado para receber uma criança. De acordo com a Polícia Civil, os elementos encontrados indicam possível planejamento prévio da ação.

Além disso, a análise de dados telemáticos e documentos médicos demonstrou que a mulher simulava uma gestação havia vários meses, embora não estivesse grávida.

Diante do conjunto probatório reunido, a autoridade policial concluiu pela existência de indícios suficientes de autoria e materialidade do crime, formalizando o indiciamento da investigada pelo artigo 237 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, com ciência ao Ministério Público e à Defensoria Pública, que adotarão as medidas legais cabíveis.

A Polícia Civil informou que a prisão preventiva da investigada foi mantida e que o caso seguirá tramitando na Justiça.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Estado do Piauí.

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