Ex-presidente, de 95 anos, passa a ter atos patrimoniais e financeiros administrados pelo filho diante de comprometimento progressivo da memória

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Justiça de São Paulo determinou a curatela do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, de 95 anos, diante de um quadro de declínio cognitivo progressivo apontado em documentos e relatos apresentados à decisão. Com isso, o filho Paulo Henrique Cardoso passa a ser responsável pela administração de atos patrimoniais, financeiros e legais do ex-mandatário.
Segundo informações relacionadas ao processo, a determinação judicial levou em consideração a evolução de um quadro compatível com comprometimento severo da memória e da capacidade de gestão da própria vida civil.
A medida de curatela estabelece que o filho do ex-presidente assuma a representação legal em decisões que envolvem contratos, bens e demais responsabilidades administrativas.
Relatos citados no contexto da decisão indicam que Fernando Henrique Cardoso apresentaria um quadro de saúde compatível com doença neurodegenerativa, com avanço significativo das limitações cognitivas.
A condição teria impactado diretamente sua autonomia, especialmente em relação à memória recente e à capacidade de tomada de decisões complexas.
Fernando Henrique Cardoso governou o Brasil entre 1995 e 2002, período marcado pela implementação do Plano Real, considerado um dos principais marcos de estabilização econômica do país.
Sociólogo e professor, FHC também teve atuação destacada na vida acadêmica e intelectual, sendo uma das figuras mais influentes da política brasileira nas últimas décadas
A curatela é um instrumento jurídico previsto em lei para proteção de pessoas que, por motivos de saúde, não possuem plena capacidade de gerir seus próprios atos civis, garantindo segurança jurídica e amparo familiar