Faccionados do PCC são condenados por atentado contra filho de policial penal em Parnaíba

Integrantes de organização criminosa receberam penas superiores a 12 anos de prisão em regime fechado

Foto: Reprodução/Redes Sociais 

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) obteve a condenação de dois integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) acusados de participação em uma tentativa de homicídio contra o filho de um policial penal em Parnaíba, no litoral do estado.

A sentença foi proferida após mais de 13 horas de julgamento realizado na Comarca de Parnaíba. Representado pelo promotor de Justiça João Malato Neto, o Ministério Público conseguiu a condenação dos réus Airton Gaspar do Nascimento e Elison Santos do Nascimento, que receberam pena de 12 anos, 8 meses e 13 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado.

Após a decisão do Tribunal do Júri, os condenados foram encaminhados imediatamente à Penitenciária de Parnaíba para o início do cumprimento das penas.

De acordo com os autos do processo, o crime aconteceu no dia 5 de novembro de 2021, por volta das 19h, em frente a um estabelecimento comercial localizado na Rua do Lacerda, no bairro Ilha Grande de Santa Isabel, em Parnaíba.

A vítima, identificada como Geovani da Silva Rocha, foi alvo de um disparo de arma de fogo durante a ação criminosa. Segundo a denúncia, os acusados participaram ativamente da tentativa de assassinato.

Os réus responderam pelo crime de tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e por ter sido praticado contra pessoa relacionada a integrante do sistema prisional, conforme previsto nos artigos 121, §2º, incisos II e VII, combinado com o artigo 29 do Código Penal Brasileiro.

As investigações apontaram que os condenados integravam a facção PCC e agiram sob determinação de uma liderança da organização criminosa.

Segundo o Ministério Público, a vítima e seu pai, que atua como policial penal, eram suspeitos pela facção de repassar informações às forças de segurança sobre as atividades criminosas na região, especialmente relacionadas ao tráfico de drogas.

A ordem para a execução teria sido motivada pela crença de que as informações compartilhadas estariam prejudicando a atuação da organização criminosa no município.

A condenação é considerada mais um resultado das ações de enfrentamento ao crime organizado no litoral piauiense. O Ministério Público destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos de segurança pública e do Poder Judiciário para responsabilizar integrantes de facções criminosas envolvidos em crimes violentos.


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