A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (12/09) a Operação Cambota, nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões em todo o país. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão nos estados de São Paulo e no Distrito Federal.
Segundo a PF, a fase atual busca aprofundar as apurações sobre ocultação e dilapidação de patrimônio, além de obstrução de investigações relacionadas à organização criminosa. Entre os crimes investigados estão impedimento ou embaraço de investigação de organização criminosa e a movimentação irregular de bens para evitar o bloqueio judicial.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos bens de alto valor, incluindo veículos de luxo como uma Ferrari e até um carro de Fórmula 1, utilizado pelos suspeitos como forma de blindar patrimônio.
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| Foto: Reprodução/PF |
A ação policial foi distribuída da seguinte forma:
- Distrito Federal: 6 mandados de busca e 1 de prisão preventiva;
- São Paulo: 7 mandados de busca e 1 de prisão preventiva.
A operação foi coordenada por equipes especializadas da Polícia Federal com apoio da Coordenação-Geral de Comunicação Social.
Deflagrada inicialmente para combater fraudes em descontos associativos aplicados sem autorização em aposentadorias e pensões, a Operação Sem Desconto já identificou prejuízos milionários aos beneficiários do INSS. Os investigados utilizavam associações e sindicatos de fachada para incluir descontos indevidos nos contracheques, sem que as vítimas tivessem solicitado a filiação.
Essa nova fase — denominada Cambota — foca no braço patrimonial do esquema, investigando práticas de lavagem de dinheiro, blindagem de bens e possível interferência direta nas apurações em andamento.
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| Foto: Reprodução/PF |
A Polícia Federal não divulgou os nomes dos alvos da operação, mas reforçou que as medidas têm caráter preventivo e buscam garantir a efetividade das investigações. O material apreendido passará por análise pericial, e os presos foram encaminhados para unidades da PF, onde ficarão à disposição da Justiça.
O Supremo Tribunal Federal acompanha o caso devido ao envolvimento de pessoas com foro privilegiado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também participa do processo.
A Polícia Federal mantém canais de denúncia para cidadãos que se sintam lesados por cobranças indevidas em aposentadorias e pensões. Denúncias podem ser feitas presencialmente nas superintendências regionais da PF ou por meio do site oficial: www.gov.br/pf.
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