Caso Penélope e Thiciano: Polícia Civil conclui inquérito e indiciamento confirma feminicídio e homicídio qualificado

Foto: Reprodução/Instagram 

A Polícia Civil do Piauí (PCPI) concluiu, nesta quinta-feira (04), o inquérito que investigou o assassinato do vereador Thiciano Ribeiro da Cruz e da comandante da Guarda Civil Municipal de Parnaíba, Penélope Brito. O crime ocorreu em 27 de agosto de 2025, no Centro da capital. O principal suspeito, Francisco Fernando de Oliveira Castro, de 35 anos, foi preso em flagrante no mesmo dia e agora responde por feminicídio majorado, homicídio qualificado com quatro qualificadoras e tentativa de homicídio qualificado.

Segundo o inquérito, Francisco foi indiciado por feminicídio pela morte de Penélope e por homicídio qualificado pela morte de Thiciano. As qualificadoras apontadas pela investigação foram: motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima, meio cruel e perigo comum.
Um taxista identificado como Paulo César Lopes Pereira, que estava no local no momento do ataque, também foi reconhecido como vítima de tentativa de homicídio qualificado.
Foto: Reprodução 

De acordo com a delegada Nathália Figueiredo, responsável pela investigação, os elementos levantados confirmam que o crime foi premeditado. O casal havia se separado cinco meses antes e testemunhas relataram que Penélope vivia em um relacionamento marcado por abusos psicológicos.

“Ele era extremamente grosseiro e se incomodava com o fato de Penélope ocupar um posto de comando de uma unidade da qual ele fazia parte”, explicou a delegada.

A polícia também apurou que, após a separação, Francisco iniciou uma campanha difamatória contra Penélope, alegando ter sido traído. No entanto, nenhuma das acusações foi comprovada.

“Toda essa campanha de difamação não foi confirmada. Pelo contrário, ficou claro que Francisco era grosseiro na relação, e isso foi relatado por familiares e amigos”, disse a delegada.

Amigas próximas relataram que Penélope sofria de crises de ansiedade e buscava ajuda psicológica devido às perseguições do ex-companheiro. Ela chegou a cogitar solicitar medida protetiva, mas acreditou que não havia mais risco porque Francisco já se relacionava com outra pessoa.
“A vítima jamais terá culpa de ter sido vítima. O agressor demonstrava comportamento agressivo e perseguidor mesmo após o fim do relacionamento”, reforçou a delegada Nathália.

As investigações apontaram que Francisco estava de plantão em Parnaíba no dia 26 de agosto e, após o turno, seguiu para Teresina. A suspeita é de que ele tenha descoberto que Penélope e Thiciano estavam juntos na capital.

Durante o ataque, no Centro da cidade, o acusado disparou contra as vítimas sem se importar com quem mais pudesse ser atingido. “Ficou claro que ele não se preocupou se outras pessoas poderiam ser alvejadas. O taxista atingido é reconhecido como vítima de tentativa de homicídio qualificado”, destacou a delegada.


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