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| Foto: Reprodução |
A ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza, de 65 anos, sofreu um princípio de Acidente Vascular Cerebral (AVC) dentro da Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Bangu, onde cumpre pena de 50 anos pelo assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. A informação foi confirmada pela defesa da ex-parlamentar nesta sexta-feira (19).
De acordo com a advogada Janira Rocha, Flordelis desmaiou na quinta-feira (18) e foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) instalada dentro do Complexo Penitenciário de Bangu. Após atendimento médico e estabilização do quadro, ela retornou para a cela, ainda apresentando sintomas preocupantes, como dores de cabeça intensas, vômito e dificuldade na fala.
Segundo a defesa, a própria unidade de saúde penitenciária reconheceu não possuir recursos adequados para tratar a ex-deputada, o que motivou a solicitação de transferência imediata para um hospital particular.
A advogada informou que vai protocolar um pedido junto à Vara de Execuções Penais para garantir a internação da ex-congressista fora do sistema prisional.
“Flordelis saiu da UPA ainda passando mal, com fortes dores de cabeça, vomitando e falando com a língua enrolada. Como é que dão alta para uma mulher nesse estado? Vão esperar que ela morra para tirá-la de lá?”, declarou Janira Rocha.
O namorado de Flordelis, Allan Soares, que a visitou no último domingo (14), também expressou preocupação:
“Se não fizerem alguma coisa rapidamente, Flordelis vai morrer na penitenciária.”
Flordelis foi condenada em 2022 a 50 anos de prisão, acusada de ser a mandante do homicídio do pastor Anderson do Carmo, ocorrido em junho de 2019, em Niterói (RJ). A ex-deputada sempre negou envolvimento no crime.
Atualmente, segundo sua defesa, ela faz uso contínuo de medicamentos para crises de ansiedade, insônia, convulsões, além de antidepressivos e estabilizadores de humor. O estado de saúde é considerado delicado.
Casos de emergências médicas envolvendo detentos costumam gerar questionamentos sobre a estrutura de atendimento dentro das unidades prisionais. Em situações como a relatada pela defesa de Flordelis, cabe ao Judiciário decidir pela permanência do preso em estabelecimento prisional ou pela transferência para hospitais da rede pública ou particular.
A Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro ainda não se manifestou oficialmente sobre o pedido da defesa.
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